sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Orfeurídice

Eurídice,
Tão cobra quanto a cobra que lhe causou a morte.
Cobra,
Que foge e que morde
Que mata e morre
Que vai para as trevas.
Orfeu,
Que canta e encanta
Que os males espanta
Que assim chega às trevas.
Tentou salvar seu amor,
À Eurídice seu canto destinou.
Foi proibido de olhar para trás,
(Ver seu anjo, seu amor, sua mulher)
Enquanto das trevas não saísse.
Não resistiu,
Olhou,
Eurídice então evaporou.
Orfeu, não chore
Apenas cante,
Cante...
Destinos cruzados,
Amores destinados,
Um triste fim.


Raissa Guida

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ordem cronológica

Música ouvida
Palavra repetida
Amizade conseguida
Aula perdida
Tentação sofrida
Paixão perseguida
Dor sentida
Coisas da vida.

sábado, 2 de outubro de 2010

Reflexão do dia

Acredite que hoje pode ser melhor do que ontem, e amanhã pior do que hoje.
Então faça hoje tudo o que tem que fazer!

Já estou indo!

Beijos,
Tchau

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

VIDA

Bem, aqui estou eu
Mais uma vez
Caneta e papel
Sonhos,pesadelos
Verdades e mentiras
Se concretizam neste momento.
(Quando penso.)
Quando escrevo
É como se.. todo um filme de minha vida
Roubasse meu momento.
E ele passa agora em minha mente..
Lembro de amores que vieram e se foram
De momentos que gostaria que voltassem
De dores que gostaria de esquecer.
Lembro também das brincadeiras de infância
Que já não podem voltar
Alegrias pequenas,
Um abraço apertado, daqueles que já se foram
Um beijo roubado,
Uma fantasia real.
Tento não esquecer de minha primeira palavra no papel
Mas me lembro que já não me lembro mais.
Vida..
Levando e trazendo tudo o que amamos -e odiamos-..
Vida..
Como um vento que sopra e leva a poeira embora
Leva também, as boas lembranças..


Raissa Guida

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Complexo Adeus

Enfim aqui estou eu,
Jogada no mais infinito vazio
Esgotada e aos prantos.
A dor que acolhe minha alma
Me angustia e me acalma
Me irrita e apazigua
E eu já não sei se a quero mais.
Vá embora!
Grito como uma fera,
Tiro o espinho de dentro de mim.
E agora, rosa.
Rosa sem espinhos.
Flor que cheiro,
Que sinto,
Que amo.
Complexo?
Adeus.


Raissa Guida

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A mar

O poeta se apaixonou.
Não pela bela menina,
Não pela encantadora mulher.
Apaixonou-se pelo mar,
Pela água em si.
E foi amor a primeira vista.
Viu, com toda sua sensibilidade,
Que a água era o reflexo de tudo o que ele conhecia.
E, com toda sua sabedoria,
Apenas apreciou.
Em silêncio.
Um silêncio profundo..
Jamais contou sua paixão a alguém,
Para que não lhe roubassem.
E todos os dias apreciou sua bela.
Morreu.
A água não, o poeta.
Estava doente.
Atirou-se ao mar,
Por amor.
No fim da vida
Entregou-se aos braços da amada.
E agora,
Descansa em paz.

Raissa Guida

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nos "recém-tempos"

Abri os olhos, enxerguei o mundo pela primeira vez, chorei.
O sangue ainda estava em minha cabeça, e gentilmente fui levada para o meu primeiro banho, que delícia!
Me acalmei.
Agora estava recolhida nos braços de minha mãe que me olhava com admiração, apreciava sua criação e a mostrava para os que ali estavam com muito amor.
Estava perplexa com tudo aquilo, sorri. O sorriso mais doce e puro que uma criança pode dar, o sorriso que não tem dentes, não tem som, não tem aparência, um sorriso com o coração. Uma felicidade.
Depois fiquei cansada. Fechei os olhos, dormi.
Nunca mais voltou esse dia. Mas como eu queria..
O recém-nascido é tão puro, tão sem malícias, inocente como só.
Sorri com a alma e chora somente com o que realmente lhe encomoda.
São apreciados, admirados, acariciados, amados.
E só aceitam.
Mas como eu queria..

Raissa Guida